"Gostaria de saber como é o seu relacionamento com o pai do seu filho mais velho. " Tatiana Pagani
Resposta: Tatiana, a nossa relação é bem amigável. Tivemos nosso período complicado logo depois da separação, mas depois de um tempo, vimos que pro bem do Nícollas era melhor que a gente passasse por cima dos nossos problemas. Nos falamos frequentemente pra discutir coisas do Nícollas, escola, material escolar, plano de saúde, saúde. Eu ajudo nas despesas do Nícollas e me dou super bem com ele e a família toda dele. Ele sempre pergunta pelo Baby D. e eu sempre pergunto do trabalho e de quando ele vai parar de enrolar a noiva :). Tem os momentos que ele me irrita(e sei que tem coisas que eu faço que o irritam também), ou que ele faz coisas em relação ao Nícollas que eu não concordo, mas no geral, tentamos sempre fazer tudo pro bem do Nícollas.
"Porque você começou o blog? O que te motiva a continuar atualizando?" Christiane
Resposta: Chris, comecei o blog em 2001, quando estava trabalhando num projeto da Globo.com em Recife. Começou só pra minha família e meu círculo de amigos, entre eles, o pessoal que trabalhava na Globo.com que também tinha blog. Quase 8 anos depois, o que ainda me motiva é o mesmo: minha família e amigos. Pra você ter uma idéia, semana passada, porque fiquei 1 semana sem postar, acabei recebendo emails deles preocupados. Virou o canal de comunicação entre a gente. E claro, eu fiz montes de amigos por aqui... e conheci pessoas que eu não conheceria de outra maneira, então o blog ainda vai estar aqui por muitos anos.. se Deus quiser!
As perguntas abaixo todas tem a ver com o Nícollas, então vai tudo numa resposta só:
Queria saber se o Nicollas pensa em ir ai morar com vcs e fazer facu nos EUA, sei la. Qdo vc foi, nunca foi cogitada a possibilidade de ele ir junto?
Helo
Como foi a decisão de ir morar nos EUA e deixar o Nicolas aqui no Brasil??
Tati
como é para você estar longe do filhote Nicholas? Ele vai praí morar com vocês?
Fê
Queria saber como voce acompanha o Nicollas dos EUA
Karen
Resposta: Uma das coisas que eu e o pai do Nícollas sempre conversamos, foi sobre estabilidade pro Nícollas. Quando resolvi vir pra cá, deixei claro que queria trazê-lo, até por causa das oportunidades, inglês e tudo o mais, mas concordamos(eu e o pai dele) que eu só o faria quando estivesse com a vida estabilizada e um emprego estável. Foi uma decisão sofrida, porque a vontade era trazer ele junto, mas eu não queria tirar ele da vidinha estavel de escola e casa e coloca-lo num outro país, talvez tendo que voltar em alguns meses. Quando eu vim, o meu contrato com o BID era de apenas 4 meses e não tinha garantias. Mas assim que cheguei, fiz o G4 pro Nícollas, que permitia tanto a visita, como vir morar comigo. O contrato foi estendido por 4 vezes, num total de 2 anos, mas todas as vezes era um perrengue, não sabia até o dia final se ia ter emprego por mais uns meses ou não. O Nícollas estava na escola, bem entrosado com a turma dele e bem com o pai dele e a avó, sendo muitíssimo bem cuidado, então eu e o pai dele sempre conversávamos e víamos que não era a hora pra ele vir. Ele vinha passar as férias, ficava de dezembro a fevereiro, estudava inglês, mas ele tinha ainda alguns receios quanto a estudar aqui(morria de medo de ter que estudar matemática em inglês... hehe).
Quando me casei, demos entrada no GC dele e aí, ele perdeu o G4, porque eu saí do banco e também não podia tirar visto de turista, porque estava em processo. E por um erro no processo, que dizia que o sponsor dele era eu, não o namô, o processo dele ficou parado um tempão(eu não posso ser sponsor de ninguém porque não sou cidadã). Até que conseguimos acertar a documentação, com o namô pedindo o GC dele e finalmente o processo está andando, mas como tudo nesses processos, principalmente estando fora do país... demooooraaa. Neste exato momento, estamos na parte final do processo aqui nos EUA, que agora vai pro Brasil, onde eles marcam uma entrevista.
Meus planos são que ele venha assim que o GC dele sair, por isso também nos mudamos pra uma casa maior, onde ele tem um quarto só pra ele e uma das razões de termos escolhido o condomínio onde moramos é que a High School aqui da área é uma das melhores do estado. Mas tem várias variáveis... ele está no 2o ano do 2o grau(mudou ne?), tem a turma dele, tem a avó super grudada com ele, a família do pai, os amigos. E eu mais do que tudo, quero respeitar a vontade dele... que ele vai vir, com certeza vai, se vai ser pra morar ou passar uma temporada, vai depender dele. Mas há planos dele terminar a High School aqui e fazer universidade. E eu não vejo a hora de ter meus filhotinhos juntos. ;)
E pra responder a Karen, como eu acompanho o Nícollas: Eu viajo pelo menos duas vezes por ano ao Brasil(só ano passado que não fui, por causa da gravidez) e ele vinha pela menos uma vez por ano, por dois meses, até que o processo dele o proibiu de vir. Então aguentar esta distância só foi possível, graças a internet e amor, muito amo. A internet não resolve, mas ajuda muito... :) Por sorte ele é nerdzinho com eu, então estamos sempre conectados. Nos falamos diariamente no MSN, eu acompanho tudo, escola, saúde, dou esporro quando o boletim está ruim, fico de olho nos sites de jogos que ele usa, entro neles pra acompanhar e participar, trocamos figurinhas de programação. Ele só não me conta de namoradinhas.. :) Provavelmente só deu certo, porque sempre tivemos uma relação muito estreita e ele sabe que nada substitui o amor que eu sinto por ele. Sempre fiz questão que ele estivesse seguro que o lugar dele, é dele, sempre e de mais ninguém. E ele é tão generoso, de coração tão bom, que é só amor de volta. Ele tem uma relação ótima com o namô e pra quem achava que ele ia ser só ciúmes do Baby D, se enganou. Ele adora o irmão, adora ser o irmão mais velho e cuida, protege, dá amor... foi lindo ver os dois juntos na nossa última viagem ao Brasil. Fácil não é não. Já me questionei várias vezes se foi a decisão mais acertada, as vezes acho que não foi, mas a verdade é que não há espaço pra culpas ou arrependimentos. Podia ter sido egoísta, só ter pensando em mim, como eu ia ficar sem ele e ter trazido ele sem nem pensar no dia de amanhã. Ele está bem, lindo e saudável, sendo cuidado e amado e se Deus quiser, em breve, estará aqui no meu ladinho.
"Não vai rolar um trabalho pra mim na sua nova fase, não???"
Bel
Resposta: Mulher, com essa sua vida agitada de trabalho e estudos, achei que você estava satisfeita por aí e sem querer mais trabalho na sua vida. ;)
Gostaria de saber como foi seu inicio aí nos EUA, mais precisamente referente a lingua. Vc já falava inglês ou estudou aí?
Resposta: Inglês é um aprendizado diário. No Brasil fiz Brasas, mas já contei antes, que a primeira conversa que tive com um americano, mal entendi o nome dele. Era inglês macarrônico. No começo foi muito complicado. Mas eu vim várias vezes, e ficava por pelo menos um mês e a cada vez, meu inglês melhorava. No BID, meu primeiro emprego aqui, eu falava muito português, meus chefes eram brasileiros, companheiros de trabalho brasileiros, meus amigos brasileiros e a maior parte dos clientes, também brasileiros. Mas tinha que fazer a documentação em inglês e, claro.. tinha o namô, que a comunicação era em inglês e a universidade. Provavelmente o namô foi o maior responsável pela melhora do meu inglês nos primeiros dois anos. E agora, eu trabalho com americanos, então raramente falo ou escrevo em português aqui. Agora me sinto mais confortável, já falo em público, faço palestras, dirijo reuniões, dou cursos, tudo em inglês, sem o menor problema. Então se parece que a língua nunca vai entrar na cabeça, relaxa, que quando você perceber, já está lá.. :)
Ufa... cansei! Depois eu volto pra responder mais.. :)